segunda-feira, 27 de setembro de 2010

GABARITO AP1 HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO 2009.2

1ª QUESTÃO: (1,0 ponto)


Maria Lúcia de Arruda Aranha afirma: “Na Antiguidade, a Grécia não formava uma unidade política, mas se compunha de diversas unidades políticas autônomas, constituídas pelas cidades-estado. Apesar dessa autonomia, o caldeamento inicial de diversos povos convergiu para formar uma mesma civilização, pois as diferentes cidades tinham, em comum, o idioma e a religião, além da similaridade nas instituições sociais e políticas.” (ARANHA, 2006, p. 57)

Sobre a educação neste período pode-se afirmar:

I)             Paidéia pode ser definida como a ênfase dada à formação integral;

II)            Na educação ateniense o menino desligava-se da família e era acompanhado por um escravo, conhecido como pedagogo;

III)           Na educação ateniense, diferentemente da educação espartana, havia a preocupação na formação de cidadão da polis. Deste modo, ao lado da formação física, destacava-se a formação intelectual;

IV)          Era costume dos espartanos a valorização do corpo. Assim sendo, os cuidados se iniciavam com a política da eugenia – prática de melhoramento da espécie, que recomendava fortalecer as mulheres para gerar filhos robustos e sadios, bem como abandonar as crianças deficientes ou frágeis demais.

Marque a opção CORRETA:

a)    Estão corretas I e II;
b)    Estão corretas II, III e IV
c)    Estão corretas I, II e III;
d)    Todas as alternativas estão corretas.


2ª QUESTÃO: (1,0 ponto)


Assinale a opção abaixo que NÃO se refere à educação romana.

(A) A educação familiar em sua fase republicana (509 a 27 a.C), caracterizava-se basicamente pela paulatina iniciação no modelo de vida tradicional, cujos princípios eram o respeito e a assimilação dos costumes ancestrais.

(B) Aos oito dias do seu nascimento, a criança recebia o nome e, como presente, a bulla, uma espécie de pequena cápsula metálica que guardava substâncias especiais, as quais se atribuíam certas virtudes. O jovem somente era despojado da bulla por volta dos dezessete anos.

(C) Aos sábados, as classes inferiores repetiam as lições da semana toda: vem daí a expressão sabatina.

(D) Com o recurso da vara, o professor obrigava seus alunos a repetirem interminavelmente lições referentes ao texto das Doze Tábuas.


3ª QUESTÃO: (1,0 ponto)


“Por volta do século XI, o comércio ressurgiu, as moedas voltaram a circular, os negociantes formaram ligas de proteção, montaram feiras em diversas regiões da Europa e passaram a depender das atividades dos banqueiros (...). Essas mudanças repercutiram em todos os setores da sociedade. (...) As modificações exigidas no sistema de educação fizeram surgir as escolas seculares.” (ARANHA, 2006, p. 108).

É possível afirmar sobre as escolas seculares:

I)             São escolas que tinham como fundamentação a orientação religiosa;

II)            São escolas que surgiram por volta do século XII e tinham professores leigos nomeados pela autoridade municipal;

III)           Nestas escolas o latim era a base da educação;

IV)          Estas escolas foram uma maneira de contestar o ensino religioso, que predominava durante aquele período. Contudo, estavam ao serviço da classe em ascensão: a burguesia.

Marque a alternativa CORRETA:

(A)  Estão corretas I e II;
(B)  Estão corretas II e III;
(C)  Estão corretas II e IV;
(D)  Nenhuma das alternativas acima.


4ª QUESTÃO: (1,0 ponto)

Em 1759, expulsou os jesuítas de Portugal e de suas colônias, inclusive do Brasil, por entender que eles se opunham às suas reformas educacionais.  Trata-se de:

(A)         Inácio de Loiola
(B)         Francisco Xavier
(C)        Marques de Pombal
(D)        D. João VI

5ª QUESTÃO: (1,0 ponto)


Ao longo da história da humanidade diferentes concepções de homem emergiram. Nesse percurso “buscamos compreender quem somos, como vivemos e quais os princípios e valores que devem  nos guiar. Somos tentados a pensar que existe uma definição segura da natureza humana, que há um destino traçado para os homens, que basta compreendê-lo e seguir o nosso caminho…” (MARTINS, 2004, p. 26).

Neste exercício de reflexão, assinale a afirmativa que está de acordo com o pensamento defendido por Antonio Gramsci.
(A) O homem é um ser natural como os demais, submisso às mesmas leis de regularidade, acessível portanto aos procedimentos de observação, experimentação e mensuração.

(B)   Não existe o homem, mas homens vivendo num determinado espaço e tempo.

(C)  O homem é moldado por princípios considerados universais que não devem ser mudados ou contestados

(D) O homem é um ser educado para se transformar em cidadão e também defender, legislar e governar a pólis. 


6ª QUESTÃO: (5,0 pontos)


Escolha apenas UMA das OPÇÕES abaixo e responda:


OPÇÃO n.1
           

“Considerando-se que todos os tipos de fontes podem ser válidos para o entendimento do mundo e da vida dos homens, tem-se que convir que o tipo de fonte a ser utilizada decorre, em grande medida, do objeto de investigação.” (LOMBARDI, José Claudinei. “História e historiografia da educação no Brasil” In. www.histedbr.fae.nicamp.br/art4_14.pdf)
            A partir do importante movimento de renovação intelectual nos anos 1920 e 1930 no campo da História, conhecido como a Escola dos Analles, a noção de fontes históricas ampliou-se, acompanhando o processo de crítica a um fazer histórico de matriz positivista, que buscava nas fontes oficiais escritas a reconstituição de um passado igualmente oficial, centrada em grandes feitos, grandes personagens e instituições.
           
Com base nas considerações sobre a questão, presentes no TEXTO 1, “História e Historiografia da Educação no Brasil” de José Claudinei Lombardi, discorra acerca das fontes históricas para o trabalho do historiador e do historiador da educação contemporâneos.

Resposta:
            O aluno deverá discorrer sobre alguma das considerações realizadas por Lombardi acerca da temática das fontes documentais, presente no tópico 3,  “Fontes Históricas e Fontes Historiográfica”, de seu texto, a saber: 1) ressaltar que é a fonte  histórica que fundamenta e embasa o trabalho do historiador da educação e do historiador, conferindo a credibilidade científica ao seu ofício de reconstrução do passado; 2) assinalar que as fontes históricas são produtos da ação do homem no tempo, sendo produzidas com ou sem intencionalidade; 3) indicar que, a partir da ampliação dos objetos de investigação do trabalho historiográfico, demanda-se novas fontes documentais, ampliando-se mesmo o sentido da palavra documento, não mais restrito à palavra escrita: monumentos, registros orais, fotografias, filmes, quadros, enfim, tudo o que produzido pelo ser humano em sociedade; 4) evidenciar o papel ativo do historiador na escolha, organização e interpretação das fontes históricas, de acordo com o seu objeto de investigação. Deve-se ressaltar que não se pede uma reflexão aprofundada sobre a questão, apenas que os alunos demonstrem capacidade de evidenciar uso das fontes como a base do trabalho historiográfico

OPÇÃO n. 2


“Antes de tudo, uma cidade bem ordenada precisa de escolas, onde as crianças, que são o viveiro da cidade, sejam instruídas: engana-se gravemente, de fato, quem pensa que sem instrução possa adquirir-se uma sólida virtude e ninguém é suficientemente idôneo para governar as cidades sem o conhecimento daquelas letras que contêm o critério do governo de todas as cidades.” (MELANCHTON apud MANACORDA, 1997, p.198).

Considerando o pensamento acima e o que você estudou no TEXTO 6 “A instituição da escola no mundo moderno” de Ângela Maria Souza Martins, discuta o papel da escola no contexto da Reforma Protestante e da Contra-Reforma.

O aluno deverá identificar e situar o movimento da Reforma da Contra Reforma como reação da Igreja Católica. Apontar a instauração da visão humanista e as mudanças no mundo do trabalho que passava de produção artesanal para a manufatura. Neste contexto deverá discorrer sobre o pensamento educacional, apontando o movimento de disseminação da escola elementar e pública, considerando as mudanças socioculturais, econômicas e políticas que ocorreram a partir do século XVI, com a implantação gradativa do modo de produção capitalista. Era preciso formar um novo Homem para essa sociedade que se consolidava. Educar numa instituição escolar tornou-se exigência para a consolidação de uma nova visão de Homem e de mundo, sendo esta adequada para preparar os filhos da pequena nobreza e da burguesia para a liderança, a administração da política e dos negócios. 

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